Faz que nem na música do 3namassa. "Hoje... você me deixou."
Foi. Hoje o Gilberto Gil deixou o Ministério da Cultura.
Sinto dizer que não imagino ainda um MinC sem ele. Um músico. Um cara conhecido por todos. Um cara que fez coisas muito boas nos discos. E que abriu um processo incrível de cultura aberta no Brasil. Pegou todo mundo com as calças nas mãos. Reunidos em fóruns, em câmaras setoriais, seminários e outros grupamentos, percebemos que não sabíamos dizer o que queríamos, por que queríamos, com quem queríamos, como queríamos. Até porque nunca fomos estimulados a tal. Começou o aprendizado.
A História que eu sei é de repressão. Não vivi isso. O que vivo, hoje, é outra História. Uma abertura imensa. Escuto colegas vociferando. Colegas de quem nem conheço a música, de quem nunca vi o filme. Realmente não interessa. Pela idade que alguns deles têm (e com todo o respeito), creio que é um desabafo, é uma desconfiança de gato escaldado.
Felizmente, não consigo não acreditar. Embora às vezes me sinta cansada, como hoje, tenho uma certa calma e uma certa paz. Sei que devo isso a outras pessoas, que vieram antes. Provavelmente pessoas da idade do Gil. Pessoas da minha idade às vezes se metem com isso. Nem é tão cool. Eu era mais cool fora dos fóruns. Mas, de qualquer forma, esta não é uma moda que seja para passar.
Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
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Quinta-feira, 3 de Julho de 2008
Quinta-feira, 12 de Junho de 2008
Para quando é o Plano Nacional de Cultura?

2005 foi um ano e tanto. Houve um pico de euforia e muita gente ficou com a esperança de que o Sistema Nacional de Cultura era pra já. Mas o caminho ainda é longo.
A redação do Plano Nacional de Cultura (PNC) seria a primeira tarefa do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), previsto para ser instalado imediatamente após a I Conferência Nacional de Cultura, realizada no fim de 2005. Dois anos depois, em dezembro de 2007, surge enfim o CNPC.
Segundo passo? Resumir as pesquisas e estudos e mais de 200 propostas lançadas e aprovadas na conferência, nas Câmaras Setoriais, fóruns e seminários, para chegar à redação final do PNC.
Em março deste ano, o conselho fez sua primeira reunião ordinária. Nos dois meses seguintes, aconteceram as reuniões da Comissão Temática Plano Nacional de Cultura e dos grupos de trabalho (GTs).
Na 2ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Cultural, que aconteceu nos últimos dias 03 e 04 de junho, em Brasília, foi lançado o caderno "Diretrizes Gerais do Plano Nacional de Cultura", mas não deu tempo de apreciar e deliberar sobre relatórios produzidos pela Comissão Temática e pelos Grupos de Trabalho.
"As (propostas) aprovadas na conferência ficaram diluídas, quando não sumiram mesmo. Um eixo inteiro, chamado 'Comunicação e Cultura', desapareceu", diz o relator da Comissão Temática, Álvaro Santi (na foto, tirada na reunião, ele é o quarto da esquerda para a direita).
A sistematização publicada ficou a cargo do Ministério da Cultura, da Comissão Permanente de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e da organização social Centro de Gestão e Estudos Estratégicos – CGEE.
As alterações na redação, discutidas na Comissão Temática, serão tratadas em uma reunião extraordinária, no próximo dia 26 de junho, em Belo Horizonte.
Quanto ao caderno de diretrizes do PNC, um roteiro de seminários pelo país está previsto para discuti-lo.
"A perspectiva é que o PNC seja aprovado ainda em 2008 e comece a ser implementado a partir de 2009, orientando os planos segmentados e regionais. Para o ano que vem está prevista a realização da II Conferência Nacional de Cultura, onde todo o processo se consumará", escreveu Eleilson Leite no pertinente artigo "Plano Nacional de Cultura: realidade ou ficção?", publicado no Le Monde Diplomatique.
Foto: Minc
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Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
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